11.6.06
9.6.06
6.6.06
Casa feita de sonho
A casa feita de sonho
Leve como uma pluma,
Alta como uma torre,
Quente como um ninho
E doce como o mel.
Assim imaginei
desde pequeno
a minha casa...
Mais tarde, quando me encontrei só no
mundo, como não tinha dinheiro, resolvi
construí-la com as próprias mãos. Fiz primeiro a
minha casa de papel, que é um material barato.
E assim que ficou pronta, vieram todos os
ventos da Terra e levaram a minha casa de
papel, leve como uma pluma...
Fiquei sem casa, mas não desisti. E fiz a
Minha casa à beira-mar, com areia da praia, que
É um material barato.
Mal estava pronta, vieram todas as marés do
mundo e levaram a minha casa de areia, alta
como uma torre...
Tive vontade de desistir,
mas eu precisava de uma casa, e sobretudo
não podia abandonar o meu sonho.
E resolvi fazer a minha casa de madeira, que
é um material barato. Cortei-a dos bosques,
com as próprias mãos! Ficou linda!... Escondida
entre a folhagem...
Mas ainda mal a tinha acabado, vieram todos
os fogos do céu e queimaram a minha casa de
madeira, quente como um ninho...
Chorei sobre as cinzas, como se chora uma
pessoa querida que morreu.
Mas, mesmo assim, não desisti. E resolvi fazer
a minha casa de açúcar...
Mas o açúcar não é um material barato! Não é.
Mas eu precisava
de uma casa,
e sobretudo não podia
abandonar o meu sonho...
Trabalhei, lutei,
passei fome,
para juntar
o açúcar suficiente...
E quando a minha casa estava pronta - eram
de açúcar as paredes, o chão, o teto, os móveis,
as portas e as janelas - vieram todos os
bichos da Terra e devoraram a minha casa de
açúcar, doce como o mel...
Fiquei sem casa. E desisti de construí-la
com as próprias mãos...
Perguntaram-me onde moro... Onde moro eu?
Sei lá!... Vou pelo mundo, aqui, além, no
Bosque, à beira-mar... Perguntam-me se não
tenho casa... Tenho, sim! Eu podia lá
abandonar o meu sonho!...
Resolvi imaginá-la. Num lugar onde não
chega o vento, nem o mar, nem o fogo, nem os
bichos da Terra.
Fiz a minha casa com o meu próprio sonho.
Ficou linda!
Leve como uma pluma, alta como uma torre,
Quente como um ninho e doce como o mel...
QUERIA TANTO QUE MINHA CASINHA TIVESSE ALÇA PRA EU LEVAR PARA ONDE EU FOSSE...
26.5.06
18.5.06
Como uma onda
Como uma onda
(Lulu Santos)
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu a um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
12.5.06
O café do próximo

Num país como o nosso, com tanta gente passando dificuldades, o hábito de pagar o
café do próximo é quase uma parábola.
Foi em Praga, na República Tcheca, que surgiu o hábito do "café pendente".
Tudo começou com o personagem de um livro. Ele entra num bar, toma um café e,
quando vem a conta, paga dois, explicando pra garçonete:
"Pago o meu e deixo um pendente". Inaugurou-se assim o costume de se deixar pagos
dois, para o caso de surgir alguém sem trocado para um cafezinho.
A Livraria Argumento, do Rio, que tem em suas dependências o charmoso Café Severino,
adotou esse esquema, rebatizando-o de "café do próximo". Colocou um quadro-negro na
entrada e ali vai anotando todos os cafés pendentes do dia, aqueles que já foram
pagos. Às vezes tem dois, às vezes três, às vezes nenhum. Quem chega sem grana e vê
ali no quadro que há um café pendente, pode pedi-lo sem constrangimento. Quando
voltar outro dia, com dinheiro, poderá, se quiser, pagar dois e retribuir a gentileza
para o próximo desprevenido. E assim mantém-se a corrente e ninguém fica sem café.
Num país como o nosso, com tanta gente passando dificuldades e com governantes tão
desinteressados no bem-estar social, esta história me pareceu quase uma parábola.
Num cantinho do Rio de Janeiro, uns pagam os cafés dos outros, colocando em prática
o tal "fazer o bem sem olhar a quem". Claro que é apenas um charme que a livraria
oferece, sem pretensões de mudar o mundo, mas eu fico pensando que este tipo de
mentalidade poderia ser mais propagada entre nós. Imagine se a moda pega em açougues,
mercados, cinemas. Você compra seis salsichões e paga sete, deixando um pendente.
Você faz as compras no mercado e deixa dois quilos de arroz pendentes. Vai ao cinema
e, em vez de comprar uma entrada, compra duas. Em todos os estabelecimentos
comerciais do país, haveria um quadro-negro avisando as pendências destinadas ao
próximo. Não soluciona nada, mas é simpático.
Tá bom, eu sei, posso até ver a confusão. Uns não iriam topar deixar pago nem um copo
d'água para estes "vagabundos que não trabalham".
Alguns comerciantes rejeitariam a proposta sob o argumento de que "meu
estabelecimento vai ficar cheio de mendigos". Realmente, talvez não seja uma boa
idéia para ganhar as ruas, ao menos não num país onde a carência é tanta, a falta de
segurança é tanta, a desordem é tanta, e a malandragem nem se fala. Melhor deixar o
"café do próximo" como um charme a mais dentro de uma livraria carioca. Mas de uma
coisa não tenho dúvida: este exemplo pequeníssimo de boa vontade terá que um dia ser
ampliado por todos nós. Vai ter uma hora em que a gente vai ter que parar de
blablablá e fazer alguma coisa de fato. Ou a gente estende a mão pro tal do próximo,
ou o próximo vai continuar exigindo o dele com uma faca apontada pra nossa garganta.
Esperar alguma atitude vinda de Brasília? Aqueles não são os próximos, aqueles são
os cada vez mais distantes. Deles não esperemos nada. Ou a sociedade se mexe e
estabelece novas formas de convívio social, com idéias simples, mas operacionais,
ou o café do próximo vai nos custar cada vez mais caro.
Fonte: Martha Medeiros
8.5.06
Acreditar e Agir
Acreditar e Agir.Um viajante ia caminhando em solo distante, as margens de um grande lago de águas cristalinas. Seu destino era a outra margem.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. Logo seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pode observar que se tratava de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR.
Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro respondeu pegando o remo chamado ACREDITAR e remando com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo AGIR e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultaneamente e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago chegando ao seu destino, a outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
- Esse porto se chama autoconfiança. Simultaneamente é preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-la!
Autor: Desconhecido
3.5.06
Dúvidas
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É PRECISO SABER VIVER
Toda pedra no caminho
Você pode retirar
Uma flor que tem espinho
Você pode se arranhar
Se o bem e mal existem
Você pode escolher
É PRECISO SABER VIVER!!!
2.5.06
Palavras ao vento
No tribunal, o homem disse ao juiz: - Comentários não causam tanto mal...
E o juiz respondeu: - Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse: - Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu: -Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.
"Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras".
Fonte: Autor desconhecido - extraído de http://simplesmenteloly.blogspot.com
28.4.06
27.4.06
Música Brasileira II
Música boa é bom de ouvir. E Marisa Monte é bom pros ouvidos. ...alivia, acompanha, acalma, alegra ... Marisa Monte... MM... MB... Música Brasileira!E ouvindo as letras me fez lembrar de um monte de momentos, pensar nas situações da vida.
Música é tudo de bom
Pelo Tempo Que Durar
Composição: Adriana Calcanhotto, Marisa Monte
Nada vai permanecer
No estado em que está
Eu só penso em ver você
Eu só quero te encontrar
Geleiras vão derreter
Estrelas vão se apagar
E eu pensando em ter você
Pelo tempo que durar
Coisas vão se transformar
Para desaparecer
E eu pensando em ficar
A vida a te transcorrer
E eu pensando em passar
Pela vida com você
26.4.06
Música Brasileira I
Música é bom demais. E música da nossa terra é melhor ainda. E quando então estamos fora do nosso país, ouvir nossa música é bom demais, conforta e traz uma monte de lembranças boas. Dos amigos, dos lugares, da família, do amor deixado sem saber se vai ser buscado quando a gente voltar!Música é igual cheiro, nos leva e nos traz, nos transporta a pensamentos bons e nem tão bons assim.
Quando estive na Alemanha passei por essa experiência com a música, como era bom ouvir as músicas cantadas em português - só de ouvir nossa língua já é bom, cantarolada então!!!!
Hoje no Brasil, quando ouço uma música em alemão ou portuguesa, sinto borboletas na barriga me lembrando de momentos que tive -, e o sentimento é muito gostoso!
Que delícia, simplesmente, poder ouvir, poder usufruir desse sentido!
Me lembro que ouvi Seu Jorge. Olha essa música que ele canta! Que voz gostosa! A voz dele sorri, é relaxante, instigante... muito bom, o cara é bom demais!!!!
Música boa é tudo de bom!
Life On Mars?
Composição: David Bowie (trad. Seu Jorge)
Quando as coisas do coraçãoNão conseguem compreender
E a mente não faz questão
E nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destrui
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte
Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, eu quero abraçar você
Teu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars
Quantas coisas do coração
Não conseguem compreender
O que a mente não faz questão
Nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destrui
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor, não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte
Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Teu poder vem do sol
Minha medida
Então vem, vamos viver a vida
Meu bem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars
25.4.06
Fidelidade
Soneto de Fidelidade De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
Vôo
Vislumbro-te com sede de desejos!Tento resistir,
Quase sucumbo com golpes de anseios,
Mas nada, nem mesmo eu,
Me faz afastar!
Aproximo-me,
Voo planado...
Sobre a falésia dum coração deserto,
O meu.
E foco-te com visão de águia-real.
E tento
Tocar-te,
Pousar em ti...
Nascente de uma vontade,
Ilusão de uma realidade que não conheço,
Que quase vejo, enquanto me aproximo...
Em voo planado ...
Sou águia-real,
Mas renuncio ao meu reino
E parto.
Parto para um sonho, um mar,
Porque não quero ser rei,
Num castelo no ar!
Quero ser livre, tornar-me quimera,
E ter-te!
Levar-te comigo,
Simulacro de rapto,
Levar-te e voltar a ter asas!
Já me acompanhas
Num voo planado...
Seguro-te!
Já de ti me não liberto!
E sentes comigo a aragem...
Acompanhas-me nesta semi fuga planeada, Porque eu sou águia, Mas tu és real E vais levar-me, Enquanto te vislumbro com sede de desejos, Quase sucumbindo com golpes de anseios Ao mundo que eu imaginava… O teu! Vais levar-me à imagem, Feita realidade por ti, Nas escarpas dum coração tornado rubro, Antes meu, Deserto, Árido! Agora nosso… Um oásis de papoilas!
16.4.06
Tempo para Si!
Último dia de férias!!!Ter tempo para si próprio é realmente uma vida boa!!!!!!!!!!!!!!
Nossa, como foi bom aproveitar todos esse 23 dias de férias.
Bom para reorganizar parte da vida e dos pensamentos.
Bom para estar com quem se ama e ir aos lugares que se gosta.
Bom para dormir, comer, ver tv, ler, jogar fora papéis velhos, arrumar as gavetas, doar roupas que não se usa mais, limpar os sapatos, não fazer nada, ir à praia, viajar... enfim, é TUDO.
Que logo logo eu consiga viver essa sensação maravilhosa de novo.
Eu desejo que todos tenham dias livres na vida e façam tudo de bom todos os dias.
Essa foto tirei em Miguel Pereira no meu penúltimo dia de férias. Eu estava na piscina com a Luna bem solta e feliz!!!
Beijo, beijo.
13.4.06
Carolina
Com 51,5 cm e 3,495 g, às 17:20hs.
Vai ser muito legal tê-la por perto!
Estou doida para segurar e apertar essa fofa.
Que ela tenha muita saúde e seja muito feliz!!!
Beijo, beijo.
Malabarismo
12.4.06
Ainda Férias!!
(...)Tenho um coraçãoDividido entre a esperança e a razão
Tenho um coração
Bem melhor que não tivera
Esse coração
Não consegue se conter ao ouvir tua voz
Pobre coraçãoSempre escravo da ternura
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro, dentro de ti
Um peixe, para enfeitar de corais(...)
Nossa, dias de férias são muito maravilhosos, né?!?!??!
Eu amo ficar de folga pra mim!
Escolher o que eu quero fazer no meu dia!
Seja acordar e não fazer nada, seja fazer um monte de coisas, seja só andar e ver as pessoas passarem e ficar imaginando o que elas estão pensando ou vão fazer, no que elas trabalham ou se trabalham. É muito bom!
Fiquei em Maringá 13 dias e foi maravilhoso.
Aquela cidade tem um encanto. A vida pacata e completamente diferente da vida do Rio é algo que eu quero para o meu futuro, pelo menos os meus próximos 5 futuros anos. É o que eu almejaria se tivesse escolha.
E escolha eu tenho, por isso tantos pensamentos rondam a minha cabeça.
E o mais importante é mesmo de férias estar pensando no futuro.
Saber que mesmo de férias o tempo não pára!
É isso!
Estou muito feliz! Numa fase da minha vida que de novo promete renovação e logo eu, que amo mudanças!!!!
Beijo, beijo.








